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Obra abandonada ao lado do Hospital Universitário Júlio Müller, em Cuiabá, vira alvo de fiscalização do MPF

Hospital Universitário Júlio Müller (HUJM) Reprodução O Ministério Público Federal (MPF) abriu um procedimento administrativo para fiscalizar as medidas ...

Obra abandonada ao lado do Hospital Universitário Júlio Müller, em Cuiabá, vira alvo de fiscalização do MPF
Obra abandonada ao lado do Hospital Universitário Júlio Müller, em Cuiabá, vira alvo de fiscalização do MPF (Foto: Reprodução)

Hospital Universitário Júlio Müller (HUJM) Reprodução O Ministério Público Federal (MPF) abriu um procedimento administrativo para fiscalizar as medidas adotadas pelo Governo de Mato Grosso para garantir a segurança de uma obra abandonada ao lado do Hospital Universitário Júlio Müller (HUJM), em Cuiabá. O local deveria abrigar o Centro Nefrológico de Referência, mas a estrutura inacabada passou a oferecer riscos ao hospital e às pessoas que circulam pela região. O g1 tenta contato com a assessoria do hospital. A decisão foi formalizada por meio da Portaria nº 143, de 13 de maio de 2026, publicada no Diário do MPF desta semana. O objetivo é acompanhar se o Estado está cumprindo as determinações feitas pela Justiça Federal para resolver o problema. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MT no WhatsApp Agora no g1 Em abril deste ano, a Justiça Federal determinou que o Governo de Mato Grosso faça vistorias trimestrais na estrutura, com a participação de um engenheiro civil, e adote medidas de manutenção e prevenção para evitar novos danos. Também foi determinado que o Estado retire as estruturas de concreto da obra, principalmente as lajes, com exceção da que cobre a recepção do hospital. Essa etapa deve ser concluída em até 18 meses, sob pena de multa de R$ 50 mil. Depois que a recepção do HUJM deixar o local, o Estado deverá dar uma destinação definitiva ao restante da estrutura. Segundo a decisão, isso poderá ocorrer por meio da desmontagem ou demolição da obra. O prazo para essa etapa é de 24 meses, com multa de R$ 30 mil em caso de descumprimento. A Justiça também condenou o Estado ao pagamento de R$ 200 mil por dano moral coletivo, valor que deverá ser destinado a um fundo previsto em lei. O MPF informou que abriu o procedimento porque, até o momento, não houve comprovação no processo de que o Estado tenha adotado as medidas determinadas pela Justiça. A partir de agora, o órgão deverá realizar novas diligências para verificar o cumprimento das obrigações. O procedimento também servirá para reunir informações no processo que cobra o cumprimento da decisão judicial e verificar se a obra continua oferecendo risco à estrutura do Hospital Júlio Müller, aos usuários e à continuidade dos serviços de saúde.